FOME DE PODER – uma análise do ponto de vista empreendedor

 

Este texto é uma análise, do ponto de vista empreendedor, sobre o filme FOME DE PODER que é a história de como o MC DONALD’s nasceu e cresceu.

Todos os meses nós do Viva a Segunda, em parceira com a 55Lab, um coworking muito maneiro com espaço lindo aqui de Brasília, fazemos o Cine Empreendedor. 

A ideia é juntar gente boa, interessada em empreendedorismo, para assistir a um filme relacionado a empreendedorismo (com direito a pipoca, claro) e depois a gente faz uma conversa sobre o filme, sobre empreender e sobre a vida. 

Como só tem vindo gente de alto nível, a conversa é sempre bem legal e de quebra todo mundo faz um networking maneiro. 

E na segunda edição, nós falamos sobre o filme FOME DE PODER, que é a história do MC DONALD’s, como eu disse. 

Vou ter que dar um spoiler aqui, mas depois vale a pena ver o filme. 

Em resumo, Ray Kroc era um vendedor de processador pra fazer milk shakes. Não tinha grana. Rodava os EUA tentando vender nas lanchonetes do país, em seu carro, na década de 50.

Até que ele conhece a lanchonete dos irmãos Richard e Maurice Mac McDonald no sul da Califórnia e fica encantado com a rapidez na entrega. 

Os irmãos prototiparam o melhor é mais rápido jeito de fazer hambúrgueres e batatas fritas, economizando tempo e espaço e ainda entregando um sandwiche com batata frita quentinhos e saborosos.

Ray Kroc ficou fascinado e pediu pra franquear. Os irmãos foram resistentes, mas a persuasão do Ray foi mais forte. 

Ele batalhou pra construir as lanchonetes com um visual moderno pra época, achou gente pra ser franqueado, impôs a cultura de família pra empresa e se dedicou pra fazer tudo ser o mais parecido possível. 

Ainda assim ele não fazia dinheiro. Até que um consultor financeiro o ajudou a ver que o negócio dele era no ramo de imóveis, não em alimentação, e passou a comprar os terrenos, construir e alugar para os franqueados. 

Nessa, ele praticamente se apossou do nome MC DONALD’s. E pagou míseros um milhão de dólares para cada um dos irmãos que tiveram que fechar a própria lanchonete. 

Depois do filme, fomos pra roda de conversa e os primeiros comentários foram obviamente voltados para a crítica. 

Ele roubou o nome. Ele largou a mulher e casou com a mulher do outro. Ele passou por cima dos acordos que ele fez e enganou os irmãos MC DONALD’s, caracterizando a fome de poder. E eu concordo que ele foi escroto mesmo. 

Mas é muito fácil a gente só criticar, então, desafiamos as pessoas a olhar pro lado bom dele. Até porque todo mundo tem um lado bom. 

E apareceram coisas muito incríveis, como: a persistência dele em superar as dificuldades. Imagina um país na década de 50 e 60, sem grandes estruturas de estrada como eles tem hoje, e o cara viajando e montando lanchonete e achando franqueado na unha. 

O fato de ele ter 52 anos quando encontrou os irmãos MC DONALD’s e decidiu começar um novo negócio do zero, porque enxergou uma oportunidade. 

Ele foi um cara visionário, pois pensou e principalmente fez acontecer um modelo de negócio novo pra época e hoje replicado em todo o mundo. 

Ele foi atrás de ajuda de quem tinha dinheiro sempre. Tomou vários nãos, mas não desistiu. 

Ele se manteve firme no propósito de que a lanchonete fosse um ambiente familiar e ele penou muito pra conseguir isso. 

Ele tinha uma visão de marca muito clara, de padrões de estética e de gestão financeira. 

Ele pediu ajuda de diversas maneiras até que apareceu o consultor financeiro que o ajudou a mudar o modelo de negócio dele e a crescer. 

Essas qualidades empreendedoras todas podem e devem ser vistas como modelo de comportamento para se replicar e dar certo. 

Claro que os exemplos ruins não devem ser copiados, mas também serve pra gente ver que o ser humano tem falhas sim e a gente pode ficar antenado pra isso com relação às pessoas e parcerias que chegam até nós. 

Olhar pro relacionamento com as parcerias que você constrói também é importante. O Ray e os irmãos sempre tiveram opiniões muito opostas, então, uma hora ia dar ruim mesmo. 

Observe isso em você. Observe suas habilidades empreendedoras

Sua persistência. 

Se você enxerga novas possibilidades e oportunidades

Se você tem crença de que está velho demais pra recomeçar. 

Sua capacidade de pedir ajuda e de aprender com os erros.

Observe o seu modelo de negócio e a sua tolerância em pivotar, mudar de rumo mesmo. 

Analise como as pessoas enxergam a sua marca, como você se posiciona e se comunica. 

Analise se o que você faz tem um propósito claro ou está de acordo com o que você acredita e com os seus valores

Observe as sociedades que você faz parte, as parcerias, as pessoas que se relacionam com o seu negócio. 

Isso tudo foi o que nós do Viva a Segunda aprendemos analisando este filme. E você? Assiste lá o vídeo e depois fala pra gente o que vc concluiu.

Ah… e acompanha a gente no YouTube ou no Instagram, pois lá estamos fazendo lives e vídeos sobre temas empreendedores e nem sempre dá pra ter um texto também.

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